Titúlo: O Trono de Vidro
Série: O Trono de Vidro, volume um
Autor/a: Sarah J. Maas
Galera Record
Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier por seus crimes, Celaena Sardothien, 18 anos, é arrastada diante do príncipe. Príncipe Dorian lhe oferece a liberdade sob uma condição: ela deve atuar como seu campeão em um concurso para encontrar o novo assassino real. Seus adversários são ladrões e assassinos, guerreiros de todo o império, cada um patrocinado por um membro do conselho do rei. Se ela vencer seus adversários em uma série de etapas eliminatórias servirá no reino durante três anos e em seguida terá sua liberdade concedida. Celaena acha suas sessões de treinamento com o capitão da guarda Westfall desafiadoras e exaustivas. Mas ela está entediada com a vida da corte. As coisas ficam um pouco mais interessantes quando o príncipe começa a mostrar interesse por ela… Mas é o rude capitão Westfall que parece entendê-la melhor. Então um dos outros concorrentes aparece morto rapidamente seguido por outros… Pode Celaena descobrir quem é o assassino antes que ela se torne a nova vítima? A medida que a investigação da jovem assassina se desenrola a busca por respostas a leva descobrir um destino maior do que ela jamais poderia ter imaginado.
Sim, eu sei que sumi. Sinto muito, mas estava aproveitando minhas férias sendo inútil. Mas ok, voltei e tentarei manter o ritmo agora. Feliz ano novo!
Antes de pegar esse livro pra ler, eu já tinha uma espécie de admiração por ele. Não só por causa da capa (linda de morrer embora a contracapa seja ainda mais bonita), mas também porque andei dando uma stalkeada básica na autora e ela me pareceu ser muito legal. E, o motivo mais forte de todos, O Trono de Vidro era uma história da internet antes de ser catapultada para o mercado editorial.
Quem aqui não consegue se entusiasmar, nem que seja um pouco, com uma trajetória dessas? Afinal, a maior parte de nós quer muito um livro publicado e já postamos, pelo menos uma vez, alguma coisa na internet. Então, é, eu estava bastante empolgada.
Além disso, a autora diz que a história surgiu da simples premissa de “e se Cinderela fosse ao baile para matar o príncipe?” e sim, eu estava morrendo por esse livro. Não parece ser super legal?
Pois só parece.
Celaena não temia a noite, embora achasse pouco reconfortante as horas escuras. Era apenas o momento em que dormia, o momento em que perseguia e matava, o momento em que as estrelas emergiam com beleza reluzente e a faziam se sentir maravilhosamente pequena e insignificante.
Acho que meu problema começou pela escrita. Eu sei que O Trono de Vidro é mais voltado para o público jovem (sendo assim um YA), mas não deixa de ser fantasia. E, para mim, a escrita da Maas simplesmente não foi o suficiente para me passar uma boa impressão, considerando o gênero. Foi fraca demais o livro todo. Não ruim, sabe? Mas não ótima também. Foi… rasa.
Aliás, “raso” define bem o livro inteiro.
Antes de ler o livro, achei que fosse amar a Celaena. Nos primeiros capítulos, porém, me conformei com a ideia de suportá-la apenas, já que gostar parecia um pouco (ok, muito) distante. Mas lá pro final passei a simpatizar mais com ela. Os outros personagens foram no mesmo nível ou piores. Quem acompanha o AP há algum tempo sabe que eu tenho verdadeiro pavor a triângulos amorosos e O Trono de Vidro deixa um explícito já na sinopse, mas eu, sendo a idiota que sempre sou, comprei o livro do mesmo jeito (sabe aquela vozinha que fica gritando pra você não fazer algo? Então. Foi minha relação com esse livro do início ao fim, com a vozinha gritando não compra! e eu respondendo, mas olha, a protagonista parece ser super legal, e ela, não compra, é YA!, e eu, mas pera, a autora é uma fofa, e ela, não compra, triângulo amoroso!, e eu, obviamente, a ignorei e aqui estou. Toda vez que não escuto a vozinha me ferro lindamente).
Mas até que o triângulo amoroso não foi tão ruim. Acho que a Celaena vai acabar ficando com o cara que eu não gostei, porque isso sempre acontece (dedo podre desgraçado o meu, hein, te contar), mas a coisa toda poderia ter sido algo bem pior. Ainda foi ruim. Meio meh, cliché, rápido demais, e raso.
Raso, raso, raso. Sei que estou repetindo isso demais, mas fiquei com a impressão de que a história não deu tudo o que tinha pra dar. Parece que a autora preferiu ficar em um terreno mais simples (e sem graça), e a mecânica do livro ficou muito à mostra. Foi algo meio… amador. É, chato dizer isso, mas foi a ideia que me passou. Além disso, não consegui sentir nada. Nothing. Nadica, neca de pitibiriba, zero. Nada pela história, nada pelos personagens, nada por nada. Nada.
O Trono de Vidro é um livro pelo qual passei batida e que não vai ficar marcado na memória. Foi meh. A única coisa para qual ele serviu, pelo menos pra mim, foi me incentivar a continuar escrevendo. Pode parecer ridículo, mas foi o que aconteceu.
É isso. Existem livros piores que esse, mas se você está esperando algo extraordinário, acho melhor pensar duas vezes.
Ou sei lá, né, cada um tem sua opinião.
Mas duas asinhas pra O Trono de Vidro.

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